Prótese de silicone pós-câncer: plano pode negar?

A mamoplastia reconstrutiva — com ou sem prótese de silicone — é muito mais que uma cirurgia estética para mulheres, é sobre auto estima e cura!

Mamoplastia reconstrutiva: plano de saúde deve cobrir após mastectomia

A mamoplastia reconstrutiva — com ou sem prótese de silicone — vai muito além da estética. Para mulheres que enfrentaram o câncer de mama, ela é parte essencial da recuperação física, emocional e da autoestima.

Mesmo assim, muitos planos de saúde negam a cobertura, alegando tratar-se de procedimento estético. Essa justificativa, porém, é ilegal. A lei e as normas da ANS garantem o direito à reconstrução mamária após mastectomia.

Plano de saúde pode negar mamoplastia reconstrutiva?

Não. Para pacientes oncológicas, a mamoplastia reconstrutiva tem caráter reparador e funcional, não estético.

O entendimento médico e jurídico é claro:

  • A reconstrução da mama faz parte do tratamento integral do câncer.
  • O plano deve cobrir todos os procedimentos reparadores, incluindo próteses, expansores, simetrização da mama contralateral e eventuais revisões cirúrgicas.
  • Negar esse direito é considerado prática abusiva, pois afeta a saúde física e emocional da paciente.

O que fazer se o plano negou a cirurgia?

Se você recebeu uma negativa, siga estes passos:

1. Solicite a negativa por escrito
Peça ao plano de saúde uma justificativa formal, com o motivo da recusa e o número do protocolo. Esse documento é essencial para comprovar o abuso.

2. Reúna seus documentos médicos
Guarde laudos, exames, indicação cirúrgica e relatórios do mastologista ou oncologista. Eles comprovam a necessidade reparadora da cirurgia.

3. Considere uma ação judicial
Com a documentação em mãos, é possível buscar uma decisão liminar para obrigar o plano a autorizar a cirurgia rapidamente.
A liminar costuma ser concedida porque:

  • A reconstrução mamária é parte do tratamento do câncer.
  • O impacto na saúde emocional e psicológica é comprovado.
  • A cobertura é obrigatória segundo a legislação e a ANS.
  • Não se trata de procedimento estético.

Por que a negativa é considerada abusiva?

A negativa viola:

  • O direito à saúde integral garantido pelo Código de Defesa do Consumidor.
  • As normas da ANS, que obrigam a cobertura de procedimentos reparadores.
  • O princípio da dignidade da pessoa humana.

Além disso, a reconstrução mamária é fundamental para a recuperação da autoestima e do bem-estar da mulher após o câncer.

Conclusão

Se o plano de saúde negou sua mamoplastia reconstrutiva:

  • Lembre-se: a cirurgia é um direito garantido por lei.
  • A negativa pode ser revertida rapidamente por meio de liminar.
  • Busque orientação jurídica especializada em saúde suplementar para garantir seu direito sem demora.

A reconstrução mamária não é luxo nem estética: é parte do tratamento e da dignidade da paciente.

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